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TESE DE ESTUDANTE BRASILEIRA A MAIS IMPORTANTE PARA BIOLOGIA

2018. Crédito: Arquivo Pessoal. Estudante brasiliense premiada em Londres. Thais Vasconcelos.

Thaís Vasconcelos, 29 anos, formada em biologia e mestre em botânica pela Universidade de Brasília (UnB), ganhou o prêmio anual John C Marsden Medal, da Linnean Society, de Londres. A honraria é entregue à melhor tese de doutorado em biologia para programas de pós-graduação do Reino Unido, e é uma das mais prestigiadas condecorações no mundo da ciência.

Thaís é a primeira latino-americana a ganhar um prêmio da Linnean Society nessa categoria desde que os prêmios anuais foram estabelecidos em 1888. Em seu doutorado, foi estudar no Reino Unido graças a uma bolsa da Capes e do antigo programa Ciências sem Fronteiras.

“O que faço é reconstruir a história evolutiva de grupos de plantas através da comparação do material genético de espécies diferentes. Assim a gente descobre quem é mais próximo de quem e pode entender quando um grupo surgiu na história”, explica. A pesquisa ajuda a compreender características das plantas, como a coloração das flores e preferência por altitudes elevadas ou beira de rios, por exemplo. Com essas informações, é possível estimar a “idade” da espécie.

O trabalho premiado de Thaís estudou a família Myrtaceae, que inclui plantas como a pitanga e o eucalipto (sim, eles são da mesma família!). “Entre as descobertas mais legais está que essas plantas, superdiversas na América do Sul, se originaram no antigo continente da Zelândia (atual Nova Zelândia) e chegaram há mais ou menos 40 milhões de anos aqui, por meio da Antártida, quando esta ainda não era coberta por gelo. A gente sabe disso por causa do parentesco entre as plantas daquela região com as daqui e também por causa de fósseis na Antártida e na Patagônia”, conta.

A Linnean Society de Londres, instituição que entrega o prêmio, foi fundada em 1788 e é a mais antiga sociedade para estudo de história natural do mundo. Sua sede, no centro de Londres, é popular no mundo da biologia como o palco onde a Teoria da evolução foi apresentada pela primeira vez por Darwin e Wallace, em 1858.

“É claro que o método científico exige rigor em termos de testar hipóteses, mas a criatividade e a curiosidade, muitas vezes, são os elementos mais importantes para se chegar às conclusões mais interessantes. A ciência precisa de mais pessoas criativas, de mais curiosidade”, diz Thaís.

Ler a matéria do Correio Braziliense:

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_ensinosuperior/2018/03/30/ensino_ensinosuperior_interna,669807/tese-de-ex-unb-e-considerada-a-mais-importante-para-biologia-no-mundo.shtml

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